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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Compaixão

Hoje tive duas avaliações de teologia do VT, a I e a III. Não obstante as boas notas que consegui obter, foi a partir do encontro dos meus irmãos, que também fizeram provas, que essa minha reflexão está sendo escrita.
Quando concluímos a primeira avaliação, TVT I, ficamos conversando na recepção do seminário acerca da vida cristã e o comprometimento com a sã doutrina. O assunto foi longe. Aí, o Fábio puxou o coro dos grande nomes, como Jonathan Edwards, Whitefield, Wesley...foi embora...a gente começou a debater sobre o desejo que movia esses caras a um compromisso único com a boa reflexão teológica e um coração quebrantado, ardente e desejoso de um avivamento.
Como resultado do "concílio", pensei sobre a nossa capacidade de entregar nossas vidas a Deus, em favor do Seu plano para a humanidade e nosso papel nesse plano. Achei-me um miserável! Como será a minha entrega ao plano de Deus para a humanidade?
Pensamentos à parte, o Tinoco ministrou na capela uma passagem do profeta Isaías e mostrou um vídeo que mostrava a realidade de um pastor, em Ruanda. O pastor começou a falar da realidade da AIDS naquele lugar e a discutir o que ele, como pastor de igreja, poderia fazer para trazer esperança aos irmãos infectados.
Uma palavra chamou a minha atenção: compaixão. Mas não uma compaixão teórica, apenas sentimento que nos move dentro de nós mesmos ou nos impele a explodir em prantos agonizantes. Não apenas isso! Uma compaixão prática! O pastor se perguntava: "o que eu posso fazer?". Ele mesmo respondeu: "...posso visitá-las, posso orar com elas, posso estar com elas...". Disse ainda que seus rostos mudavam após a oração, a visita, o acompanhamento, apesar da presença da doença em seus corpos.
Notei que não era nada majestoso, megalomaníaco ou cheios de concreto: era simples! Muito simples. O pastor, SIMPLESMENTE, estava com seus irmãos e isso era gratificante para ele e para aqueles a quem ele visitava.
Como será a minha entrega ao plano de Deus para a humanidade? Posso não ter todas as respostas agora, mas sei que poderá ser algo bem simples, como limpar o nariz de uma criança, enxugar as lágrimas de uma pessoa idosa ou orar por uma enfermidade.
Que o Senhor nos conduza em simplicidade para o plano que Ele tem para o mundo.
Em nome de Jesus Cristo,
Amém.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Intimidade

A aula de teologia do NTI, com o professor Marcelo Tenório, não foi o que estava sendo esperado. Não que a aula tenha sido tediosa ou algo semelhante; mas em razão dos assuntos que foram debatidos na classe, que nada tinham a ver com a matéria proposta no início da predica do mestre.
Começamos a debater algumas questões que abordavam a forma de se dirigir a Deus em cânticos, que mais parecia um romance do que o relacionamento de Pai e filho. O sempre magistral, João Marcos, citou algumas músicas da atualidade, que falam de "sentar no teu colo", "beijar o teu rosto", "sentir o teu abraço", "dançar contigo" e por aí foi...A galera neopentecostal da turma ficou logo ressentida, percebeu-se logo. Mas o pessoal que gosta do debate acalorado logo se pronunciou.
Enquanto isso, eu lembrava de uma pergunta que fiz a um pastor de igreja quando estava no início da caminhada. A pergunta foi a seguinte: "Podemos chamar Deus de você?". O apascentador logo disse que era um absurdo nos dirigirmos a Deus dessa maneira e tal, que era desrespeito e tudo mais...essas coisas. Resolvi, então, jogar esse "pó-de-mico" na conversa da turma. O professor pontuou as mesmas observações que meu ex-pastor fizera quando questionei a respeito. Alguns alunos se manifestaram acompanhando a argumentação do Marcelo e ficou assim mesmo. Mas, antes de ele terminar a fala, ele disse, mais ou menos assim: "...olha, em um contexto público soa um tanto estranho, mas na intimidade do seu relacionamento com o Senhor você pode fazer isso...". Essa resposta me deixou pensativo, pois geralmente a gente se escandaliza quando alguém, diagonalmente, defende o uso em algum caso específico. Mas eu fiquei em paz e pensei naqueles versículos que falam que Jesus é nosso amigo, que temos acesso ao Pai, Jesus lavando os pés dos discípulos...pensei: "posso chamar Deus de Você".
Procurei, por fim, um versículo e encontrei uma preciosidade lá em Provérbios 3:32, onde diz: "Porque o perverso é abominável ao SENHOR, mas com os sinceros ele tem intimidade". Logo, sedimentei o debate na minha mente e fiquei convencido de que o nosso Pai, pode ser chamado de Você, com todo respeito e reverência que só Ele é digno de receber.
Que Deus nos abençoe.
Amém.

sábado, 24 de maio de 2008

Calmaria


Quão apressados estamos correndo sempre atrás de alguma coisa, não é?
Estava revendo algumas fotos do projeto missionário e me deparei com essa imagem, simplesmente, maravilhosa. Lembro bem de quando foi tirada. Estávamos no nosso segundo dia de folga lá em Porto da Folha (Sergipe) e havíamos alugado um barco para nos levar até a outra margem do rio São Francisco, no povoado de Barra de Ipanema, cidade de Belo Monte, já no estado de Alagoas.
Esse dia era uma manhã de segunda-feira, 21 de janeiro deste ano, e imagino que no cruzamento da Av. Rio Branco com Av. Presidente Vargas, na capital do Rio de Janeiro, devia estar um "pouquinho diferente".
Que calmaria a imagem desse homem diante de outras questões que a vida talvez possa impor a ele próprio. Essa perspectiva de tranquilidade precisa estar presente em nossas vidas, por mais que nos encontremos atribulados pelas agruras da vida.
De qualquer forma, é uma excelente imagem, não é?
Que o Senhor Jesus Cristo nos abençoe.
Amém.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Juntos somos mais fortes

Ontem ouvi uma palavra simples, porém necessária durante a pregação lá na igreja.
Falava o pregador sobre a comunhão, e como ela é um instrumento para nos tornar mais fortes - este era o tema do culto, que foi dirigido pelos jovens da congregação.
A predica teve início com uma reflexão sobre a situação de isolamento atual em que as pessoas vivem; isoladas por falta de tempo e vivem às pressas para fazer alguma coisa Nesse passo, pensou-se em espiritualidade, ou melhor, na afirmativa de que esta não existe sem relacionamento, sem comunhão.
O pregador utilizou o texto de Neemias 1:1-7, destacando as atitudes do copeiro para ver a sua empreitada de reconstrução realizada: orar a Deus sempre (v. 5) e confessar a Deus os pecados existentes na nossa vida (v. 6).
A temática abordada a respeito da oração e da confissão de pecados parece até simplória, mas não é, à medida que foi tratada como um aspecto da humilhação diante do Senhor, reconhecer que não somos nada e dependemos do auxílio do Pai.
Baseado nesses pressupostos, estaremos aptos para reconstruir coisas na nossa vida, tratar o nosso caráter e fazer isso também na vida dos que estão próximos de nós.
Que o Senhor nos ajude.
Amém.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Evento

I Congresso de Avivamento Espiritual da Convenção Batista Carioca

28 a 30 de Maio de 2008
19:00 horas

Igreja batista no Méier
Rua Hermengarda, n. 31, Méier.
Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Elias de Souza Santos, Neander Kraul de Miranda Pinto, Russel Shedd e Wander Ferreira Gomes.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Recuar ou avançar?

Mais uma semana tomou início e com ela todos os desafios do cotidiano.
Quando temos desafios a serem superados nos nossos dias podemos assumir dois posicionamentos: recuar ou avançar. A primeira opção é muito tentadora e, confesso, que em muitos desafios em minha vida esta possibilidade foi a escolhida sem hesitação. É claro que trouxe suas consequências naturais: apenas adiei algo que precisava ser encarado. A segunda opção é a que resta, naturalmente, em qualquer problemática. Quando decidimos avançar não deixamos o problema para depois, resolvemos ele naquele momento ou caminhamos em direção a esse fim. Assim como recuar, avançar tem as suas consequências naturais. Deve-se ter confiança para avançar. Mas não se trata de confiar na força dos nossos pensamentos, do nosso físicos, tampouco da nossa capacidade de avançar em meio às lutas. Creio que devemos avançar confiando em Deus. A Bíblia diz em certa passagem que, entregando o nosso caminho ao Senhor e confiando no Senhor, o mais Ele mesmo faria.
É uma atitude de fé, sem a menor sombra de dúvida. Mas se podemos ter fé para confiar na resolução dos nossos problemas com a força do "nosso braço", penso que melhor fé é aquela que é depositada Naquele que nos concede a própria vida. Repito, avançar é uma questão de fé Naquele que é o Autor da criação.
Colocando na balança, prefiro avançar confiando no Senhor, seja qual for o problema. É difícil? É. É angustiante, em muitas situações? É. Mas lá no final, perceberemos, enfim, como fomos carregados pelo Todo Poderoso, o Senhor Deus.
Que Deus nos abençoe.
Amém.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pensando na vida

Ainda ontem estava me preparando para a aula de Expressões Contemporâneas, com o Lívio, e comecei a ler o texto sobre o desafio bíblico da espiritualidade cristã brasileira. Mal estava me acostumando ao estilo da escrita o texto já começou a fazer brotar aquele senso de indignação com a situação atual da igreja.
O texto é muito rico. Parece superficial, mas não é. O autor começou falando da base para se entender a espiritualidade de um mundo pós-moderno e tal. Pincelou sobre a o paradigma racional do mundo moderno e os conceitos fluidos do pós e foi embora.
Foi uma reflexão muito profunda aqueles momentos de leitura de um excerto do texto. Precisei parar para dormir e acordar cedo.
Ao me encaminhar ao seminário, no ônibus, já fui tirando a apostila com os textos para estudo e recomecei a peregrinação nas linhas do referido artigo. O cara continuou a falar da busca pela espiritualidade e tudo mais. Daí lembrei daquele livro "O monge e o executivo", que li e achei até interessante. Se bem me recordo, quando pegava o ônibus para o escritório quase todos estavam segurando um exemplar e fazendo a leitura. No metrô era a mesma coisa. Que busca incessante do povo em direção ao espiritual. Penso que esse "movimento" seja válido quando se tem em mente o que deve ser buscado. Uma meditação muito própria é a de que espiritualidade sem Deus como centro disso é sobrenaturalismo barato. Por outro lado, Deus sem espiritualidade é pura reflexão fria e vazia de sentidos.
O artigo fala absurdamente mais do que essa minha medíocre análise. Para os interessados, o nome do arrazoado é "O Desafio Bíblico da Espiritualidade Cristã", que está no livro "O Melhor da Espiritualidade Brasileira", da editora Mundo Cristão.
Qualquer sugestão, é só entrar em contato: jeffersonferreira@gmail.com .